De mala e cuia
Desta vez me mudo da retrógrada Estônia para a Noruega. Isso mesmo, sem adjetivos por enquanto! O uso de qualquer adjetivo agora seria precipitado.
Só conheço a Noruega de passagem, de férias, pela mídia norueguêsa - que é um escândalo - e durante o inverno.
Pela primeira vez verei o verão norueguês e vou pra ficar!
Posso dizer que fiquei no fifty-fifty: metade chateada pelo meu marido e metade feliz por estar indo para um lugar melhor - ou que pelo menos me parece melhor.
Chateada por ele porque terá de trabalhar pra cascalho e ao mesmo tempo terminar o doutorado.
Feliz porque ninguém além dos estonianos merece a Estônia! Nós também somos filhos de Deus.
Prometi ao meu maridones que não vou reclamar tanto da Noruega quanto da Estônia. Mas cá pra nós, isso é quase o mesmo que comparar um Audi à um Fiat 147. Na verdade, agora que estou de saída tenho reclamado com muito mais freqüencia e pela primeira vez meu marido se permitiu reclamar e reconhecer os problemas desse brejo.
Ah, é. A Estônia é toda brejo, charco, pântano. A fundação parece a da Barra da Tijuca, mas por cima parece qualquer outro país ex-comunista.
Enfim, meto o pé na quinta-feira. Se tudo der certo na quinta à noite coloco meus pezinhos em Oslo de novo.
Por enquanto estou lavando roupa, me depilando, me preparando para as férias à beira do oceano e para todo o processo de residência... casa nova, novos planos, novos objetivos... tudo novo, de novo!
Norge, aí vou eu!
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