Algumas considerações
Não sei se o grupo BRIC vai ser realmente criado. Esse encontro pode significar apenas troca de informações, favores e conhecimentos. Talvez se forme um grupo oficialmente, e, se isso acontecer, os 4 países terão seus próprios interesses por essa criação, assim como em todo e qualquer outro grupo de países que têm alianças entre si. Ninguém joga politicamente sem interesse. O importante é tirar o máximo possível de onde quer que seja.
Grau de importância real de cada país? Who cares??? Acho que os países, realizando uma aliança, estariam muito mais interessados na real importância do grupo.
BRIC concentram poder nas principais áreas de interesse internacional: economia (china), energia (Rússia), política na Ásia (Índia) e, vamos dizer, commodities (Brasil). O Brasil deve, sim, dar importância a uma aliança desse tipo. Sozinhos eles não vão muito longe, já juntos... E eles têm uma coisa em comum: seus mercados estão fundamentados na exportação.
Quem tem envolvimento no cenário internacional sempre quer mais... essa é a máquina do mercado capitalista a que os quatro respondem quando participantes no mercado internacional.
Os outros três possuem bombas atômicas e exatamente por isso, por sua instabilidade, dois deles têm assento cativo no Conselho de Segurança da ONU. É imperativo estar no Conselho de Segurança àqueles que fazem e têm interesse em guerras. Desde quando o Brasil se mete em guerras? O Brasil manda grupamentos de paz a territórios em conflito. De certa forma, se algo der errado entre esses países e um deles, basta um, usar uma bomba, pode ter certeza de que o Brasil vai ser o primeiro a ser chamado pra apaziguar a situação. Especialmente por ter uma "aliança" com eles.
Sim, a Rússia fornece energia para quase toda a Europa... porque aqui ninguém tem tanto!
Me parece que Rússia, China e Índia não teriam papel muito maior do que o do Brasil, eles são mais instáveis, o que exige mais atenção. Entretanto, o Brasil seria a panasséia, a maracujina nesse grupo. Sem o Brasil, pode contar que muito em breve eles estariam causando problemas em vez de buscando soluções. E nesse caso, o Brasil tem um papel chave.
Em sociometria a gente não busca o líder, a gente busca aquele que influencia o líder, a iminência parda.
Eu diria que o Brasil seria a iminência parda do grupo, e todos adorariam tê-lo ao seu lado. Como a Rainha Elizabeth fez na última foto com líderes mundiais, e Obama tem acariciado o ego do nosso querido presidente. Nada no cenário político vem de graça! Nem fotos, nem elogios.
Instabilidade vs. estabilidade. Essas são as palavras-chave desse grupo. Quem é estável aqui?
Considerando a crise mundial, bom o nome já diz tudo: é uma crise mundial!
As cordas que estão sendo roídas são exatamente aquelas que se amarram ao mercado internacional. Do Brasil, as exportações, da China, as exportações, todo o mercado econômico da Rússia e a segurança política da oligarquia, a economia da Índia que caiu pouco mais de 7% no último ano.
Acho que a crise mundial veio em péssima hora para todos, inclusive para o Brasil. A crise não é um privilégio e "acontece nas melhores famílias". Se o Brasil não estivesse sendo afetado, estaria morto.
De acordo com o que se vê, a Rússia não pretende advogar em favor do BRIC, mas dos países emergentes com interesses comuns - leia-se BRIC. A Rússia está interessada em dilatar a importância do G20, já que é fanha no G8. Bom para o BRIC.
Não acredito que esta crise possa afetar a positiva percepção internacional do presidente Lula, a despeito do desejo de muitos brasileiros recalcados.
Esta é uma crise mundial que afeta a todos e não foi causada pelo Brasil, mas de acordo com a Newsweek, o Brasil ainda vai à praia ao final do dia.
A percepção tende a melhorar se o Brasil, no final das contas, tiver saldo maior ou igual ao do começo da crise.
Todo mundo está com o pé na lama, só temos de cuidar para não nos atolarmos nela. E se tem uma coisa em que o Brasil é bom, é em rebolar!
Vivemos em crise desde que o Brasil é Brasil. A gente não "sofreu" desse mal, a gente "conviveu" com ele até a era Lula.
Mas quem sou eu?
Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve e o Américo Martins é o "Editor-executivo do Serviço Mundial da BBC". Fique a vontade, acredite no que quiser.
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No jornal russo de hoje: A Rússia pode permitir produção e venda de pão em casa como medida anti-crise.
"A Rússia precisa do mundo para seu próprio desenvolvimento, e o mundo precisa da Rússia como jogador majoritário na economia internacional" Klaus Roland, Diretor representante da Rússia no Banco Mundial.
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