Os falsos ambientalistas

Estou em Copenhagen há 4 dias. Um barato.
O país não tem montanhas, é tipo a Estônia, mas é muito legal.
Todo mundo tem bicleta nesse lugar. As ruas tem faixa para bicicletas e os ciclistas seguem suas próprias leis de trânsito. Cara, é um barato ver a galera levantando o bracinho pra avisar que vai parar, usando o sininho para avisar que vai te ultrapassar.
Mas os dinamarqueses são estranhos. Eles não são nenhum pouco modestos. Fazem como o vice-presidente: à modéstia as favas! Adoram se gabar porque andam de bicicleta, são amigos do meio ambiente, têm moinhos de vento, adoram comida ecológica... tudo muito bonito, tudo muito legal... mas "há algo de podre no reino da Dinamarca"!

A eletricidade vem da queima de carvão.

Meu marido está participando do Primeiro Congresso Mundial de História do Meio Ambiente (1st World Congress of Environmetal History). O negócio não é para qualquer um, só "high-society" acadêmica. Agora veja que graça:

Durante a recepção a dona estava se gabando no microfone dizendo que na Dinamarca todo mundo anda de bicicleta e que o único outro país que pode dizer isso é a Holanda, blá-blá-blá...

Mas... como já disse, tem algo de podre no reino da Dinamarca!

A taxa de participação desse congresso não custa só os olhinhos da cara, não, mas todos os outros que você possa ter também.
O congresso está sendo realizado no Radisson SAS hotel, na Escola de Negócios de Copenhagen e usaram o prédio do governo municipal de Frederiksberg.
Deram uma bolsinha bem safadinha cheia de lixo para os 500 participantes de 45 países.
Disseram que não dariam papel em branco para os participantes tomarem suas notas para não destruir o meio ambiente, mas a bolsinha safada estava cheia de papéis-propaganda dos patrocinadores, todos em folhas de alta qualidade é claro, nada de papel reciclado!
Os 500 participantes foram direcionados aos hotéis mais caros da cidade, os interessados receberão o almoço mais caro da cidade desde que uma taxa extra seja paga, naturalmente.
Ninguém que não tenha pago a exorbitante taxa de inscrição é bem-vindo! Nem eu! Entrei de penetra, como todo brasileiro que se preza! Sou bem-vinda na viagem até a Suécia, na cerimônia de abertura - que por sinal foi cronometrada, de 19h às 20:15h, se não me engano - e em mais alguma coisa que não me lembro. Mas não sou bem-vinda às apresentações... claro que estive presente na do meu marido, sou brasileira e não desisto nunca! Tirei foto e tudo.

Gente! E esses pilantras dizem que "todo mundo" tem de ter consciência do aquecimento global!
Me desculpe, mas a começar por eles, ninguém se importa!!!

Eu me envergonharia de realizar um congresso desse porte, sobre meio-ambiente, e não reciclar nem uma folhinha de papel para os participantes poderem escrever!
Por que não dar uma bolsinha de fibra de bambu, que de acordo com o Greenpeace é muito mais amigável ao meio-ambiente?
Por que não montar um acampamento para os participantes nos parques da cidade, já que é verão e tá um calorzinho bem propício?
Por que não montar uma estrutura para os participantes alugarem bicicletas, em vez de mandá-los comprar uma? (Aliás, diferente da Noruega, aqui eles não recolhem bicicletas abandonadas. Já vi muitas bem velhinhas e enferrujadas encostadas pelas ruas da cidade. Isso também é poluição, né não?).
Por que não fazer um congresso aberto ao público, já que o "sonho" desses ditos ambientalistas é o de que todos sejam informados sobre os problemas causados por nós mesmos todos os dias em nossas casas? Não vi um cartaz pela cidade fazendo propaganda do congresso. A propaganda foi quase no boca-a-boca. Até a comunidade deles no Facebook era moderada: só entra com convite!

Assim fica claro que a distância entre a teoria e a prática é definida pela política da seleção social e pela falta de bom senso. Todos estes são "ambientalistas" teóricos. Jogue qualquer um deles num brejo pra observar os sapos. Em dois minutos eles estarão se registrando no melhor hotel da cidade e pedindo "carne de vitela" pro jantar!

Se estes são os nossos ambientalistas o planeta não precisa de ninguém mais para poluí-lo!!!

De mala e cuia

Bom, estou de mudança outra vez.
Desta vez me mudo da retrógrada Estônia para a Noruega. Isso mesmo, sem adjetivos por enquanto! O uso de qualquer adjetivo agora seria precipitado.

Só conheço a Noruega de passagem, de férias, pela mídia norueguêsa - que é um escândalo - e durante o inverno.

Pela primeira vez verei o verão norueguês e vou pra ficar!

Posso dizer que fiquei no fifty-fifty: metade chateada pelo meu marido e metade feliz por estar indo para um lugar melhor - ou que pelo menos me parece melhor.

Chateada por ele porque terá de trabalhar pra cascalho e ao mesmo tempo terminar o doutorado.

Feliz porque ninguém além dos estonianos merece a Estônia! Nós também somos filhos de Deus.

Prometi ao meu maridones que não vou reclamar tanto da Noruega quanto da Estônia. Mas cá pra nós, isso é quase o mesmo que comparar um Audi à um Fiat 147. Na verdade, agora que estou de saída tenho reclamado com muito mais freqüencia e pela primeira vez meu marido se permitiu reclamar e reconhecer os problemas desse brejo.

Ah, é. A Estônia é toda brejo, charco, pântano. A fundação parece a da Barra da Tijuca, mas por cima parece qualquer outro país ex-comunista.

Enfim, meto o pé na quinta-feira. Se tudo der certo na quinta à noite coloco meus pezinhos em Oslo de novo.

Por enquanto estou lavando roupa, me depilando, me preparando para as férias à beira do oceano e para todo o processo de residência... casa nova, novos planos, novos objetivos... tudo novo, de novo!

Norge, aí vou eu!

Definitivamente não entendo!

Ontem estive na Town Hall Square, estava rolando um festival de música e dança. Todos os cafés cheios, muitos gringos passeando pela cidade, o sol brilhando... tudo na paz.

Sentei em uma mesa do lado de fora de um dos cafés. Haviam dois casais na mesa ao lado, um deles com uma criança pequena, de no máximo 3 anos. A meninha sorria pra mim e passeava por entre as mesas do café.

Depois de algum tempo a menina passou por mim, sozinha, e foi andando pela praça até que entrou num dos cafés. Olhei para os pais que se divertiam tomando uma cervejinha e batendo papo com o outro casal. Bom, sou brasileira. O casaco da menina estava no chão, claro, ninguém viu. Levantei e fui até os pais da menina avisar que ela estava andando sozinha e entrando num dos cafés. O pai me olhou como se dissesse: "o que você tem a ver com isso?" e disse: "eu estou vendo!" A mãe sorriu e disse: "é, ele está olhando..." (olhando não sei o quê, a criança já estava dentro do café e ele parecia muito mais interessado no copo de cerveja). Eu disse: "Ok. O casaco dela está no chão." A mãe, sorriu novamente e pegou o casaco. Um casal de velhinhos na mesa ao lado ficou me olhando e olhando para eles, tipo cara-crachá.

Voltei à minha mesa e continuei tomando meu espresso. O casal de velhinhos continou olhando para eles. A mãe decidiu, então, ir em busca da menina. Não demorou muito e voltou com ela, mas dessa vez fez questão de manter a menina bem segura, no colo dela. Pena que não pela segurança da menina, mas para evitar ser chamada a atenção de novo por outra pessoa.

Eu sinceramente não entendo a forma como os estonianos cuidam de seus filhos. Misericórdia!

Chega a dar pena dessas crianças. Os pais andam tão preocupados consigo mesmos que esquecem que os filhos dependem deles. Especialmente nessa fase da vida. Mas aqui é regra: as crianças ficam por perto dos pais enquanto elas querem (ou até perceberem que os pais não estão nem aí) e por volta dos 10, 11 anos estão sozinhas. Não é a toa que logo cedo eles começam a beber e a fumar. Não há quem os ensine o que é certo ou errado, bom ou mal. E os pais ainda se sentem ofendidos quando são chamados a atenção!

Num outro blog, falei sobre e falta de responsabilidade social na Estônia e esse é um exemplo dessa necessidade. Se as pessoas não se sentem "ameaçadas", ou observadas pelo bom senso social elas simplesmente esquecem que o mundo não gira em torno de seus umbigos cheios de caraca!

É fato: aqui os pais bebem até não poderem mais, as mães idem e as crianças crescem abandonadas. É muito triste de ver. Uma sociedade inteira sem o mínimo bom senso e as pessoas só pensam em si mesmas.

Vejo aqui na pracinha, na frente do prédio em que moro, crianças largadas o dia inteiro, sujas, vestidas de qualquer jeito. As meninas não aprendem o que é feminilidade, andam e agem como garotos - dizem por aí que o número de lésbicas por aqui é enorme, apesar de toda a intolerância estoniana. É comum ver meninas, moças, mulheres e senhoras que andam como homens. Eu confesso que na maioria das vezes tenho dificuldade em distinguir se é homem ou mulher. Nada contra homossexualidade, mas se pode ser homossexual e ainda assim ser feminina. Seria bom se as meninas pudessem escolher entre ser femininas ou masculinas, a despeito de sua sexualidade. Mas por aqui elas nem sempre aprendem o que é "ser feminina".

A Estônia é um país de extremos. As mulheres são magras como tábuas ou gordas feito porcas, são masculinas demais ou andam excessivamente maquiadas, não fazem as unhas ou as deixam crescer feito garras e pintam com as mais bizarras cores, as calcinhas são grandes demais ou um fio, todos bebem excessivamente, são excessivamente preconceituosos, xenófobos, extremamente intolerantes, os homens não revelam sentimento algum, não há calor humano - nem mesmo durante o verão, a educação é tanta que se torna extrema falta de educação, e por aí vai.

Como falta equilíbrio a esse país!

O sol brilha!

Nunca pensei que o sol tivesse tão grande importância na minha vida.
No Brasil o sol brilha o tempo todo. Eu não gosto muito, especialmente durante o verão, quando a temperatura pode chegar a 42 graus na sombra, o ar é extremamento úmido e abafado e eu suo o tempo todo.
Todo lugar tem ar condicionado, assim como os europeus tem aquecedor. O problema? A gente fica doente toda hora. Ir do calor pro frio e de volta pro calor é ótimo pra pegar resfriado! E não tem nada mais chato do que ficar resfriado durante o verão, né não?

A gente usa casaco enquanto todo mundo está quase pelado. Evita busum com ar condicionado, não só pra não passar o resfriado pros outros, mas também pra não piorar. Daí o busum tá entupido de gente suada e grudenta, todo mundo atrasado correndo pra algum lugar, irritado com o motorista - que por sua vez corre como se fosse tirar o pai da forca. É impossível não tocar em ninguém, não importa o quanto você tente. Os estonianos não agüentariam. No Brasil não existe o sagrado "metro quadrado de distância". O público e o privado estão misturados, o que é seu é dos outros também. Você compartilha o ar, sua pele e o suor. E nem tente mover o pé! Você pode não encontrar espaço pra colocar o pé de volta e arriscar passar o restante da viagem de 3 horas igual saci. É realmente desagradável.

Mas se você é fiscal da natureza, pode ir à praia! Aí é o paraíso na terra. Sol quente brilhando no céu, areia fresquinha, mar gelado, água de côco ou Matte geladinho... é delicioso! No final do dia você já leva pra casa um lindo brozeado - o que te obriga a ir à praia pelos próximos dois dias pra não descascar rápido. É, diferente da Estônia, não existe brozeamento artificial no Brasil. A gente é naturalmente bronzeado, quer a gente goste quer não. Aliás, a gente não precisa ir à praia para pegar um bronze... conversar com um amigo no portão por algumas horas já é suficiente.
É, aí é verão o ano todo.

Aqui... Eu acordo me perguntando quantos graus tá fazendo lá fora. Hoje fez 22 graus. Um recorde! Meu primeiro dia com 22 graus na Estônia. Eu ainda me lembro bem dos 21 negativos...

Se está quente, eu posso ir pra minha varanda de babydoll e sentar lá, curtindo  o calorzinho. É ótimo! Mas nem sempre. Se está ventando, eu prefiro o calor do aquecedor dentro do apartamento. Se está sol sem vento é perfeito! E minha pele pega um bronze rápidinho, já que está desesperada! Não gosto da cor amarelada do negro americano. Eu hein, cor de cocô...

Aqui o sol faz uma baita diferença para as minhas atividades diárias. Sempre acho boas desculpas pra sair, caminhar devagar no sol, respirar fundo - absorvendo um ar puro. A roupa seca rápido no varal, me faz sorrir, reativo minha melanina... tanto benefício...
Infelizmente aqui o sol não dura muito. Mas eu vou aproveitar ao máximo!

E viva Lula!

Antes de falar da reportagem de 4 páginas sobre Lula na Newsweek dessa semana, quero falar um pouco sobre algo que a seção "Ponto de Vista" da newsweek da semana passada despertou.

Eu sinceramente não entendo parte da população brasileira que não engole Lula. E não estou falando das classes baixas, porque estas estão com ele - creio eu.

É uma minoria que não enxerga um palmo à frente de seus umbigos. São egoístas, alienados e preconceituosos.

Já ouvi muita gente - de professores universitários a professores de ensino fundamental - dizer que é um absurdo um operário sem educação, sem dedo, com língua presa, ser eleito presidente.

Me desculpe, mas estou CANSADA de presidentes com pós-doutorado, falantes de línguas do velho e novo mundo, perfeitos a olho nu, mas que são totalmente incapazes de exercer tal função, e que, entretanto, foram eleitos por uma população politicamente incapaz - inclusive essa mesma minoria individualista e sem vergonha.

Os que ouvi falar com desgosto sobre Lula puderam, nos primeiros anos de seu governo, viajar para fora do país, receber reajustes salariais atrasados - em parcelas, mas receber. No entanto esses mesmos são incapazes de reconhecer que nenhum outro presidente fez tanta coisa possível em tão pouco tempo.
A mídia se acabava: "E o presidente vive viajando. Gastando o dinheiro dos contribuintes em viagens internacionais. O que ele será capaz de fazer, se reeleito, se não fez muito durante esses primeiros 4 anos?"

Bom, a resposta está aí, pra todo mundo que quer, e se importa, ver. Infelizmente, acredito que essa corja de egoístas, é também cega.

Eu moro fora do país e muito me orgulho de viver fora do país num momento como esse. É muito gratificante ouvir elogios à Lula, e ao Brasil por conseqüência, de pessoas que antes não sabiam haver um Brasil político, um Brasil além das favelas, da "música de elevador", das belas negras nuas e das praias.

Talvez daqui eu tenha uma visão privilegiada sobre as impressões do governo Lula. Mas daí eu via melhor o posicionamento das minorias e do povo.

Infelizmente a escória ainda vive na era do "a farinha é pouca, meu pirão primeiro". Esses ignorantes educados não percebem que apenas reproduzem um sistema, sem o pensar criticamente. Vamos relevar pelo fato de que nós, brasileiros, "somos educados para reproduzir sem pensar".

Mas, vamos violar essa lei: Hoje, se você ganha milhões, seu vizinho não pode ganhar nada. Se ele não ganha nada, ele precisa. Se ele precisa, vai te pedir, se você não der, vai te roubar e na próxima te matar por isso. Já vemos isso nos jornais todos os dias. Não é novidade. Então por quê persistir nesse erro bizarro? Por quê reproduzir algo que não funciona?

Os governos anteriores trabalharam pela ignorância, tanto dos pobres quanto dos ricos. Seguindo à risca o modelo americano que, bem se sabe, NÃO FUNCIONA! Mas ok, todos diriam que "tinham de obedecer aos EUA por causa das dívidas". Pausa: Uma das primeiras coisas que Lula fez foi LIVRAR-SE DELES!

Hoje, morando na Europa, vejo os benefícios do equilíbrio entre capitalismo e socialismo. Não é comunismo! Dizer que o socialismo está a 1 passo do comunismo é coisa de americano estúpido que assiste à Fox News. Por favor, não faça isso!

A eduçação de qualidade é o que alivia as pressões sociais sobre o povo. Se você ganha milhões e seu vizinho ganha o suficiente, de acordo com as habilidades profissionais dele, ele não vai te pedir, não vai te roubar e não vai te matar. Qual o problema com essa cena?!

O atual problema é que essa escumalha sonha em ganhar sempre mais, ser mais rico que o vizinho, ter um carro melhor que o do vizinho, ter uma casa maior que a do vizinho, ter roupas mais caras que as do vizinho etc. Qual o problema com essa cena?! NADA CRESCE PRA SEMPRE! Tudo nasce, cresce e morre.
A idéia de crescimento desenfreado vem junto com o ideal capitalista. Mas junto vem também a insatisfação e aí tudo descamba!

Essa ralé tem mais é que calar a boca e engolir seco com farinha o fato de que Lula é o melhor presidente dos últimos tempos! Essa corja tem mais é que se mudar. Quem sabe virar tietes de Chavez. Talvez eles consigam algum privilégio, já que isso é o que importa.

Hoje o mundo está em crise, e o Brasil ainda vai à praia ao final do dia!

Que outro presidente brasileiro pôde, sem restrições, dizer ao Primeiro Ministro inglês e à imprensa mundial que "os culpados pela crise são pessoas de pele branca e olhos azuis", e ser ouvido e respeitado?! Nenhum outro presidente brasileiro jamais foi ouvido e respeitado como Lula.

Me desculpe os que se sentem ameaçados por um homem sem dedo, sem educação e com língua presa. Mas até agora, ele tem sido melhor!

"Brasil é o que tem mais a ganhar com formalização dos BRICs" de Américo Martins

O artigo do cara está aqui.

Algumas considerações

Não sei se o grupo BRIC vai ser realmente criado. Esse encontro pode significar apenas troca de informações, favores e conhecimentos. Talvez se forme um grupo oficialmente, e, se isso acontecer, os 4 países terão seus próprios interesses por essa criação, assim como em todo e qualquer outro grupo de países que têm alianças entre si. Ninguém joga politicamente sem interesse. O importante é tirar o máximo possível de onde quer que seja.

Grau de importância real de cada país? Who cares??? Acho que os países, realizando uma aliança, estariam muito mais interessados na real importância do grupo.

BRIC concentram poder nas principais áreas de interesse internacional: economia (china), energia (Rússia), política na Ásia (Índia) e, vamos dizer, commodities (Brasil). O Brasil deve, sim, dar importância a uma aliança desse tipo. Sozinhos eles não vão muito longe, já juntos... E eles têm uma coisa em comum: seus mercados estão fundamentados na exportação.

Quem tem envolvimento no cenário internacional sempre quer mais... essa é a máquina do mercado capitalista a que os quatro respondem quando participantes no mercado internacional.

Os outros três possuem bombas atômicas e exatamente por isso, por sua instabilidade, dois deles têm assento cativo no Conselho de Segurança da ONU. É imperativo estar no Conselho de Segurança àqueles que fazem e têm interesse em guerras. Desde quando o Brasil se mete em guerras? O Brasil manda grupamentos de paz a territórios em conflito. De certa forma, se algo der errado entre esses países e um deles, basta um, usar uma bomba, pode ter certeza de que o Brasil vai ser o primeiro a ser chamado pra apaziguar a situação. Especialmente por ter uma "aliança" com eles.

Sim, a Rússia fornece energia para quase toda a Europa... porque aqui ninguém tem tanto!

Me parece que Rússia, China e Índia não teriam papel muito maior do que o do Brasil, eles são mais instáveis, o que exige mais atenção. Entretanto, o Brasil seria a panasséia, a maracujina nesse grupo. Sem o Brasil, pode contar que muito em breve eles estariam causando problemas em vez de buscando soluções. E nesse caso, o Brasil tem um papel chave.

Em sociometria a gente não busca o líder, a gente busca aquele que influencia o líder, a iminência parda.

Eu diria que o Brasil seria a iminência parda do grupo, e todos adorariam tê-lo ao seu lado. Como a Rainha Elizabeth fez na última foto com líderes mundiais, e Obama tem acariciado o ego do nosso querido presidente. Nada no cenário político vem de graça! Nem fotos, nem elogios.

Instabilidade vs. estabilidade. Essas são as palavras-chave desse grupo. Quem é estável aqui?

Considerando a crise mundial, bom o nome já diz tudo: é uma crise mundial!
As cordas que estão sendo roídas são exatamente aquelas que se amarram ao mercado internacional. Do Brasil, as exportações, da China, as exportações, todo o mercado econômico da Rússia e a segurança política da oligarquia, a economia da Índia que caiu pouco mais de 7% no último ano.

Acho que a crise mundial veio em péssima hora para todos, inclusive para o Brasil. A crise não é um privilégio e "acontece nas melhores famílias". Se o Brasil não estivesse sendo afetado, estaria morto.

De acordo com o que se vê, a Rússia não pretende advogar em favor do BRIC, mas dos países emergentes com interesses comuns - leia-se BRIC. A Rússia está interessada em dilatar a importância do G20, já que é fanha no G8. Bom para o BRIC.

Não acredito que esta crise possa afetar a positiva percepção internacional do presidente Lula, a despeito do desejo de muitos brasileiros recalcados.

Esta é uma crise mundial que afeta a todos e não foi causada pelo Brasil, mas de acordo com a Newsweek, o Brasil ainda vai à praia ao final do dia.

A percepção tende a melhorar se o Brasil, no final das contas, tiver saldo maior ou igual ao do começo da crise.

Todo mundo está com o pé na lama, só temos de cuidar para não nos atolarmos nela. E se tem uma coisa em que o Brasil é bom, é em rebolar!

Vivemos em crise desde que o Brasil é Brasil. A gente não "sofreu" desse mal, a gente "conviveu" com ele até a era Lula.

Mas quem sou eu?
Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve e o Américo Martins é o "Editor-executivo do Serviço Mundial da BBC". Fique a vontade, acredite no que quiser.

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No jornal russo de hoje: A Rússia pode permitir produção e venda de pão em casa como medida anti-crise.

"A Rússia precisa do mundo para seu próprio desenvolvimento, e o mundo precisa da Rússia como jogador majoritário na economia internacional" Klaus Roland, Diretor representante da Rússia no Banco Mundial.

A insensibilidade da igreja

Digam o que quiserem, mas a igreja anda na contramão da sociedade.

Não acho que a igreja - seja ela católica, protestante ou espiritualista - deva aceitar tudo o que o "mundo" propõe, mas o atual posicionamento da igreja católica tem sido um enorme estorvo e desrespeito à vida humana.

Acho que a igreja tem o direito de discordar do aborto, mas não haveriam motivos para abortos permitidos por lei se não houvessem estupradores!

A igreja deveria excomungar estupradores - se é que um estuprador está mesmo preocupado com o que a igreja pensa dele - e não as vítimas. Mas já que se acredita que excomunhão salva almas... que se salvem as almas dos estupradores primeiro, já que são eles o início da desgraça alheia.

É revoltante ver toda essa confusão causada por uma instituição que deveria dar apoio à vítimas.

Realizar aborto em casos como esse É LEI! Acordem padres, bispos e papas!

É ridículo colocar na balança um aborto e um estupro e dizer que o aborto é mais pesado por envolver uma vida.

Quem acredita que essa menina e a irmã que foram violentadas por vezes pelo padrasto já não estão mortas por dentro? Então é melhor ter um zumbi nas ruas, revoltado contra Deus e todo mundo? Me desculpe, mas isso é o cúmulo do absurdo!

O estupro tem como uma de suas conseqüências o aborto... quem deve ser excomungado? O estuprador ou o estuprado? Nesse caso a igreja desrespeita o estuprado e dá guarita ao estuprador.

A igreja diz que isso é assassinato! Não seria também um assassinato levar a gravidez a diante sabendo que a menina ia morrer? O argumento da igreja, neste caso, NÃO FAZ SENTIDO! É trocar uma vida por outra. É trocar um assassinato por outro! Alguém teria as mãos sujas de sangue de qualquer forma.

Agora uma pergunta interressante: essa família era ativa, feqüentadora da igreja? Porque a igreja assume que eles são católicos o suficientes para sentirem-se mal por serem excomungados. Acho que o que os afeta não é a excomunhão, mas o fato bizonho de a igreja se meter nos assuntos pessoais deles, colocar na TV, os envergonhar e ainda criticar - sem ter o mérito para tanto.

Seria bom ter o direito de resposta e poder dizer: Me desculpe, mas ISSO NÃO TE DIZ RESPEITO!!!

Sabe, não acredito que uma família que sofre os horrores dos abusos sexuais, no Brasil atual, está se importando muito com o que a igreja diz! A igreja não resolve o problema de ninguém!!! Só causa mais problemas quando é radicalista.

A igreja vai bancar um tratamento psicológico para essas crianças? A igreja se importou com essa família até agora? Parece que não, né? A igreja está muito mais preocupada com sua própria imagem - nós não aceitamos o aborto, temos de usar todas as oportunidades para deixar isso bem claro! Nem que tenhamos que....

Eu acho que a igreja tem mais é que se calar e ajudar! Falar, gritar, ir pra TV apontar o dedo não resolve o problema de ninguém!

Jesus não fez a santa ceia para gritar com Judas e dizer que ele era um safado e o trairia, que Pedro era um safado e o negaria... Jesus fez o melhor que pôde PARA AJUDAR, sem acusar. Muitas vezes a gente ajuda muito mais ficando quieto! Não vejo compaixão numa igreja que comete esse tipo de erro.

A igreja tem de ouvir e entender uma coisa: Nós precisamos de menos religião e mais de Deus. Mais compaixão e menos fundamentalismo.

Curso de Português BR na Estônia


Isso mesmo! A partir de setembro estarei dando aulas de português na Escola Popular de Tartu (Tartu Rahvaülikool).

A escola é bem legal. Acho que vou adorar trabalhar lá.

Espero que os alunos também gostem.

Só falta encontrar os alunos...

Tá a fim?

E eu fui...

Eu assisti à Foxy Brown no festival com meu marido e um casal polonês.

O filme é velho, claro, mas muito engraçado.

Cara, ela tirou uma arma do cabelo! Eu quero ser como ela quando crescer.


Ah, novidade... pode ser que eu dê um curso de português no próximo semestre... pode ser.

Vamos ver.

"Negro na tela de prata"


Desde o dia 27 de fevereiro, o festival de cinema "Black on the silver screen" (Negro na tela de prata) acontece no centro de cinema Cinamon - em Tartu, e no cinema Sõprus - em Tallinn.

Este é o quarto ano do festival - IV semana de filmes americanos de arte. Essa é a primeira vez que ouço falar do festival.

É uma boa oportunidade de assistir filmes clássicos sobre os negros nos Estados Unidos.

Pretendo assistir a pelo menos um.

Oops, difícil de ler o título dos filmes em estoniano? Aí vai a tradução para o português seguindo as datas de exibição no Cinamon:

27.02 - Mississipe em chamas, 1988.
28.02 - Cooley High, 1975.
01.03 - Foxy Brown, 1974.
02.03 - Faça a coisa certa, 1967.
03.03 - Acorrentados, 1958.
04.03 - No calor da noite, 1967.

De volta!

Depois de algum tempo sem postar, aqui estamos, de volta.

Os posts abaixo foram traduzidos do meu blog em Inglês "Dia-a-dia na Estônia". Os mesmo posts publicados lá, serão traduzidos e publicados aqui. Entretanto, alguns posts só aparecerão aqui, em português, por não serem relacionados à Estônia, mas ao Brasil.

Até mais!

Traduzidos de "Dia-a-dia na Estônia"

Mais uma! – Um mundo de diferenças. (22 de fevereiro)


Há alguns dias encontrei uma outra negra aqui... Ela é francesa e mora no mesmo prédio que eu.

Essa é a primeira vez dela na Estônia e chegou em setembro do ano passado. A experiência dela até agora tem sido muito similar às minhas experiências anteriores... digamos, irritante.


É, a primeira impressão é a que fica.


Eu conheci outras pessoas, nas duas outras vezes em que estive aqui e alguns disseram que ele provavelmente nunca mais voltariam – e eles não faziam parte de nenhum grupo minoritário.

Para a minha sorte, eu tenho a chance de ver como este país está mudando rápido. Ela não consegue ver isso, os outros que conheci não verão isso... e eles não voltaram para conferir. A primeira impressão não foi das melhores, e essa foi a que levaram consigo em suas malas.


Infelizmente – talvez não para eles, mas para a Estônia.


Eu espero que a Estônia continue no caminho em direção às mudanças que eles precisam para sobreviver nesse mundo de diferenças.


Porque, afinal de contas, qual a graça da vida se não ser diferente e aceitar as diferenças? Qual seria o propósito da sua existência se o seu vizinho fosse exatamente como você e pudesse fazer o que você faz exatamente da mesma maneira... meu Deus!


Não haveria graça nenhuma em procurar por homens e mulheres lindos... todos eles seriam iguais. Você poderia casar com qualquer cara e ter certeza de que sua mãe casou com alguém exatamente como ele, então todos precisariam usar algum tipo de identificação, dizendo quem pertence a quem. Assim você nunca teria a desprazer de pegar seu marido fazendo la-la-la com sua mãe... já imaginou?


Um mundo maneiro, né?


Então, vamos celebrar as diferenças!


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Mudança... (18 de fevereiro)


Ontem de manhã cedo fomos à Tallinn pegar as caixas com nossas coisas.


Estava frio.


Bom, passamos o dia inteiro lá, a maior parte do tempo trabalhando em um café.


Foi muito legal rever pequenos objetos, canecas, livros etc.


Como eu disse, nós moramos aqui antes, por 6 meses. Agora estamos de volta para mais dois anos e meio. No mês que vem nos mudamos para um apartamento, então precisávamos dessas coisas de volta.


Ah, sobre o escândalo da brasileira na Suíça... estória triste... só fiquei curiosa sobre uma coisa: por quê ela disse aquelas coisas? – Eu não queria falar sobre isso... mas aqui vamos nós...


- Vai ver ela tinha perdido os bebês algum tempo atrás e se sentiu culpada, apesar de ter “lupus” e, portanto, a culpa não foi dela. Mas tudo bem, ela se sentiu culpadas e decidiu jogar a culpa pra cima de alguém. Mas por quê skinheads e um partido político? Imaginação fértil...


- Vai ver ela foi mesmo assaltada mas... mais uma vez, por quê acusar skinheads e um partido político? Por quê mentir e dizer que perdeu os bebês naquela ocasião?


Eu poderia continuar, mas é perda de tempo.


Só posso assumir que ela teve algum tipo de crise.


Ninguém na posição dela – filha de um homem importante no cenário brasileiro, advogada e vivendo fora do país – faria alguma coisa assim, a menos que fosse louca. Ela tinha até uma médica portuguesa que estava ilegal no país... Que tipo de advogada é ela? Advogada brasileira, tá bom, tá bom! Mas não é educado peidar e cagar na casa dos outros – e a maioria dos brasileiros sabe disso!


Agora ela está encrencada, mas mais do que isso, ela colocou todos os brasileiros vivendo fora do país em uma situação delicada. É claro que, se ela tem algum problema mental isso não deveria se refletir em todo mundo, mas meu palpite é que sim, vai sim. Infelizmente uma pessoa pode riscar a imagem de um país nesses casos. Até mesmo o presidente vestiu uma saia-justa por causa dela. Ninguém merece!


Bom, coitada dela, coitado do namorado-noivo-marido e coitado do pai – que perdeu a credibilidade por não saber o que tinha acontecido e por ter respondido de acordo com os sentimentos de pai, e não como advogado dela.


Ela fez ambos, o pai dela e o nosso presidente, de palhaços...


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Ontem (12 de fevereiro)


Ontem eu fui ao cinema com meu marido.


Assistimos a Benjamin Button. Putz! Que filme triste!


É interessante, mas a razão pela qual nos fascinamos pela idéia de nascer velho é a necessidade de saber tudo.


Queremos chegar ao mundo com todo o conhecimento, com todo tipo de experiências e viver com sabedoria.

Esse filme só mostra o cara nascendo velho e perdendo a consciência no caminho de volta ao berço. Assim, provavelmente ele só está totalmente consciente de si mesmo – corpo e mente simultaneamente – em algum ponto no meio de sua existência.


Claro que o filme contradiz a biologia quando ele “rejuvenesce”.


Mas a gente quer ser velho em relação às nossas experiências, não fisicamente. A gente quer nascer com todo o conhecimento necessário para sobreviver. Queremos ser poupados da dor de aprender com nossos erros e da dor de crescer.


Como deve ser, a gente atinge a consciência de nós mesmo relativamente cedo e normalmente não a perdemos – exceto em casos de doenças mentais relacionadas a idade.


Eu gostaria de ter o conhecimento que a minha avó tem, mas não necessariamente as rugas. Aposto como você também.


De qualquer forma, é um filme interessante e triste.


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O efeito Obama (11 de fevereiro)


Estou aqui desde primeiro de fevereiro.


Esta não é minha primeira vez na Estônia, mas a terceira;


Tenho que admitir que minhas primeiras experiências não foram das melhores. Eu sou brasileira, de descendência africana, então... A Estônia é um país da ex-União Soviética e, portanto, um tanto quanto isolada do resto do mundo e ainda não acostumada com coisas ou pessoas “diferentes” – apesar de que eles estão tentando se atualizar. Eu era como um elefante passeando pela cidade, e claro, todo mundo ficava me olhando, - ou melhor, encarando. Um senhor quis me tocar – talvez pra ter certeza de que eu não era feita de chocolate. Bom, nessas ocasiões alguns artigos foram escritos sobre mim, minha experiência e o caso das minorias na Estônia. Eu dei uma entrevista para o Postimees, o jornal de maior circulação por aqui, sobre a impressão que estrangeiros têm quando visitam a Estônia. Não fui só eu, mas eu fui a única mulher entre 7 entrevistados.


Você pode chamar isso de “choque cultural” ou o que te convier, mas eu não consigo encontrar uma palavra ou expressão forte o suficiente para representar aqueles momentos.


Foi uma experiência bastante interessante para mim também. Minha visão sobre a Europa e o mundo mudou muito. Não estou somente ligada à Estônia de alguma forma, as também à Noruega. Eu pude ver duas Europas e compará-las ao meu país – no limbo atualmente – que costumava ser considerado parte do terceiro mundo. Naquele momento eu pude ver que em alguns aspectos nós estamos em melhores condições e em outros nós estamos “em processo”.


Hoje, 11 dias pela terceira vez, eu vejo uma Estônia diferente. Não porque eu tenha mudado minha forma de olhar. Ainda tenho medo e me mantenho reservada, mas os olhares que recebo não são mais hostis, mas curiosos. E isso é muito legal. É tão mais confortável ser vista como um mistério a ser desvendado, e não uma ameaça.


Talvez isso seja o que eu tenho chamado “o efeito Obama”. Ele é a prova máxima – aos idiotizados nazistas – de que negros também são seres humanos, de que eles pensam, de que eles têm sentimentos e podem governar o “mais forte” país do mundo da mesma maneira que os brancos. Pela primeira vez a cor da pele não foi elemento decisivo, e por causa da influência dos Estados Unidos para o resto do mundo, esse processo norte-americano refletiu em todos os cantos, incluindo na Estônia. Show!


Até agora, tudo bem. Ainda não encontrei nenhum skinhead – e espero não ter o desprazer -, e estou bem por ora.


Eu e o Blog

De vez em quando venho aqui desabafar.

Falo também sobre política, problemas sociais, trivialidades e, às vezes, bestialidades.

Sou formada em Letras e sou mestre em Lingüística. Sou professora de Português e faço tradução de documentos e livros. Não entendo nada de muita coisa e detesto números! Mas entendo bem de economia quando se trata do meu dinheiro.

De certa forma, quero desmistificar as idéias sobre a Europa - e muitas vezes sobre os Estados Unidos, queridinho de muito brasileiro mal-informado.

Apesar de dar aulas de português, o uso constante de outras línguas (inglês e norueguês) tem o efeito colateral de me fazer esquecer a grafia de uma palavra ou outra. Por favor, me perdôe.

Seja bem-vindo!