Presentes

Eu não sou uma pessoa de muitos presentes. Nem de dar, tampouco de receber. Notei isso no primeiro natal que passei com a família do meu marido. A tradição deles é a de "todos darem presentes à todos". Meu Deus! Quase tive um treco quando meu marido perguntou "E aí, o que você quer ganhar de natal?". O nome já diz, é presente, não posso pedir. "Cavalo dado não se olha os dentes", etc. Todas essas anedotas passaram pela minha cabeça, mas nenhuma idéia de presente. Não fui criada assim, na base do "tudo - ou quase tudo - o que você quer". Os padrões brasileiros podem fazer com que a gente seja bem mais razoável nessas questões. E na hora de pensar em dar presentes, outra novela. Curto circuito de novo. Fora a idéia da gastação de dinheiro que bolsos brasileiros não agüentam, tem o problema e a correria de encontrar presentes que agradem à todos (inclusive aos que não conhecia e não tinha idéia do gosto). Bom, essa foi a forma que eles encontraram para evitar que alguém ficasse sem presente no natal.
Na minha família a solução foi outra: fazemos um amigo oculto. Todos ganham um presente. Se ganhamos mais é de alguém especial ou que quis te fazer uma surpresa especial e não tinha o bolso furado. Hehehehehehe. Muito mais simples, menos papel de presente e o grande barato é descobrir o que o outro gostaria de ganhar sem se entregar.
Enfim, eu gosto de dar presentes quando eles significam alguma coisa ou são úteis. Posso comprar presentes pra uma mesma pessoa três vezes no ano e dar fora das datas em que eles seriam aguardados: aniversário, natal, etc. Pra mim esse é o espírito de "presente". Uma coisa que o outro não espera ou que pelo menos vem quando o outro não imagina. Quando não parece obrigação. É dessa obrigação que saem presentes como meias, cuecas, lenços de cambraia, shorts de produção em massa vendidos no camelô, etc.
Gosto de receber algo que me seja útil, que eu precise e a pessoa percebeu que eu estava precisando, ou mesmo algo que fez com que a pessoa lembrasse de mim em determinada situação. Pra mim isso significa "cuidado comigo", "interesse em mim". Não tem nada melhor do que se sentir cuidado pelo outro. Não sei "pedir" presentes. Não me é natural, não sou eu.
Em se tratando de mim, não espere que eu te dê presentes no seu aniversário ou natal, mas a qualquer momento isso pode acontecer e será sincero da minha parte.

Não gosto de ser controlada...

Não gosto de ser controlada...
não gosto que controlem meu tempo e minhas obrigações.As pessoas têm "timings" diferentes. Umas mais lentas, outras mais aceleradas, talvez mesmo dias mais lentos outros acelerados. Mas não gosto que tentem dirigir minhas horas, meus minutos, meus segundos como se eu fosse uma irresponsável e inconseqüênte. Como se eu não soubesse a que horas devo chegar ou sair. São meus compromissos, meus horários e minhas conseqüências, se houverem. Fui criada para assumir minhas responsabilidades, mesmo que às vezes elas sejam tão grandes que me cansem.Não gosto que o relógio me controle demais. Meu relógio é um ponto e eu "orbito" em torno dele, mas nunca "sobre" ele, nunca na exatidão.Tudo o que é exato é previsível, é sem graça, até broxante pra mim. Prezo pela expectativa e pela surpresa, mas não pela previsibilidade.O imprevisível é um fator importante para a exatidão. Sempre aparece quando não é convidado, pelo menos para mim. Eu tenho filas de coisas imprevisíveis a serem feitas, sempre. O que também colabora para a inexatidão, para o atraso, ou mesmo a ausência.Tudo isso desemboca na procrastinação, meu nome secreto. Deixo tudo para mais tarde, e mais tarde tudo fura a fila de espera, porque se torna mais importante.O meu (des)controle vai bem pra mim, consigo viver bem assim. Felizes são os que entendem e respeitam isso, daí eles "relaxam", me deixando livre para decidir quem entra e quem sai da fila, quando e como.Mas tá aí, quer ser meu amigo? Não me regule!

Eu e o Blog

De vez em quando venho aqui desabafar.

Falo também sobre política, problemas sociais, trivialidades e, às vezes, bestialidades.

Sou formada em Letras e sou mestre em Lingüística. Sou professora de Português e faço tradução de documentos e livros. Não entendo nada de muita coisa e detesto números! Mas entendo bem de economia quando se trata do meu dinheiro.

De certa forma, quero desmistificar as idéias sobre a Europa - e muitas vezes sobre os Estados Unidos, queridinho de muito brasileiro mal-informado.

Apesar de dar aulas de português, o uso constante de outras línguas (inglês e norueguês) tem o efeito colateral de me fazer esquecer a grafia de uma palavra ou outra. Por favor, me perdôe.

Seja bem-vindo!