não gosto que controlem meu tempo e minhas obrigações.As pessoas têm "timings" diferentes. Umas mais lentas, outras mais aceleradas, talvez mesmo dias mais lentos outros acelerados. Mas não gosto que tentem dirigir minhas horas, meus minutos, meus segundos como se eu fosse uma irresponsável e inconseqüênte. Como se eu não soubesse a que horas devo chegar ou sair. São meus compromissos, meus horários e minhas conseqüências, se houverem. Fui criada para assumir minhas responsabilidades, mesmo que às vezes elas sejam tão grandes que me cansem.Não gosto que o relógio me controle demais. Meu relógio é um ponto e eu "orbito" em torno dele, mas nunca "sobre" ele, nunca na exatidão.Tudo o que é exato é previsível, é sem graça, até broxante pra mim. Prezo pela expectativa e pela surpresa, mas não pela previsibilidade.O imprevisível é um fator importante para a exatidão. Sempre aparece quando não é convidado, pelo menos para mim. Eu tenho filas de coisas imprevisíveis a serem feitas, sempre. O que também colabora para a inexatidão, para o atraso, ou mesmo a ausência.Tudo isso desemboca na procrastinação, meu nome secreto. Deixo tudo para mais tarde, e mais tarde tudo fura a fila de espera, porque se torna mais importante.O meu (des)controle vai bem pra mim, consigo viver bem assim. Felizes são os que entendem e respeitam isso, daí eles "relaxam", me deixando livre para decidir quem entra e quem sai da fila, quando e como.Mas tá aí, quer ser meu amigo? Não me regule!
1 comentários:
me identifiquei muito com seu artigo!
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