Pré-retrospectiva 2008.

É parece que foi ontem que escrevi esse post sobre presentes... cá estamos, a 12 de dezembro, e mais uma vez me encontro perdida entre as mesmas perguntas: "o quê você quer ganhar de aniversário?" "o quê você quer ganhar de natal?". A resposta é simples: "EU SEI LÁ!"

Bom, mudando de assunto...
Já faz um tempo que não posto por aqui, então vamos recapitular as boas (e talvez algumas más) desse ano:

Começando por uma má... Em setembro iniciamos o "processo" de concerto da piscina... estamos em dezembro, acha que conseguimos? Até agora nada! Até eu já entendo mais de piscina do que a topeira que contratamos. Terminaremos o serviço com nossas próprias mãos e suor. Espero que até a próxima semana tudo acabe e eu possa dar muitos "tibós" quando o sol firmar lá em cima.


Agora uma boa... Acho que já falei isso antes... de qualquer modo... voltei ao Brasil este ano para terminar meu mestrado em Lingüística.
A defesa da dissertação foi ontem e foi Ó-TI-MA!!! A dissertação foi APROVADA!!!
Agora estou a 1 ou 2 semanas de receber o título formalmente num pedaço de papel, mas já SOU MESTRE EM LINGÜÍSTICA, com a graça de Deus.

Outra boa... Estou contando os dias para voltar para a Europa... mês que vem vamos dar uma passada na Noruega para visitar a família antes de ir para a Estônia... nosso destino - que espero não ser final... hihihihihihihi. Já temos o apartamento resolvido e é perto do melhor supermercado da cidade, o RIMI. Ô delícia!
Estou com saudades do frio, da neve, da escuridão, da atmosfera... ai, ai...
Cara, Deus me ama muito!


Sobre atualidades...


ADOREI as eleições americanas... acompanhamos as campanhas desde o começo. Alguns americanos disseram que se MacCain ganhasse eles se mudariam para outros países, eu confesso que se MacCain tivesse ganhado eu mudaria de planeta! Afinal, a cagada dele lá chega às narinas de todo o mundo.


Estou assistindo Capitu. A escolha do título para o programa ainda não me fez sentido, já que até então tem sido uma releitura cinematográfica da obra Dom Casmurro e tem utilizado o texto original. De qualquer modo, afora o título, é uma obra artística muito legal. Acho que Machado se divertiria com a montagem. Os produtores souberam dosar a teatralidade para que coubesse na TV sem prejudicar a essência da obra ou da representação. Os atores foram escolhidos a dedo. Nada de muito "Globalismo" com rostinhos bonitos e atuação sofrível. É um trabalho consciente da grandeza em que se apóia: uma obra de Machado de Assis.


Entre os muito programas de TV disponíveis nessa selva que é a TV brasileira, recomendo:
  • Family guy (Um homem de família) - Canal FX;
  • Dexter (Um assassino em série que gostaria de participar de um reality show porque adora a parte de "eliminar" pessoas) - Canal FX;
  • Heroes (Começa meio perdido, mas depois melhora) - Canal Sci-Fi e Universal;
  • Jericho (É interessante) - Canal Universal, acho;
  • The Tudors (Sobre o rei Enrique V - aquele que matou a primeira esposa para casar com Ana Bolena) - Canal People and Arts; e
  • Cryon Chin Chan (O moleque é um pervertido!) - Canal Animax.

De mais, assisto a CNN e BBC. Gosto de Hardtalk na BBC e Anderson Cooper na CNN. Jornal nacional, da Globo, só pra me situar sobre as maldades e robalheiras que rolam nesse país. E Hoje em Dia, da record, pra me divertir um pouco. Já viu a competição de Kuduro? Hahahahahaha, me divirto.

Bom, por hoje é só, pessoal!


Até a próxima.

Presentes

Eu não sou uma pessoa de muitos presentes. Nem de dar, tampouco de receber. Notei isso no primeiro natal que passei com a família do meu marido. A tradição deles é a de "todos darem presentes à todos". Meu Deus! Quase tive um treco quando meu marido perguntou "E aí, o que você quer ganhar de natal?". O nome já diz, é presente, não posso pedir. "Cavalo dado não se olha os dentes", etc. Todas essas anedotas passaram pela minha cabeça, mas nenhuma idéia de presente. Não fui criada assim, na base do "tudo - ou quase tudo - o que você quer". Os padrões brasileiros podem fazer com que a gente seja bem mais razoável nessas questões. E na hora de pensar em dar presentes, outra novela. Curto circuito de novo. Fora a idéia da gastação de dinheiro que bolsos brasileiros não agüentam, tem o problema e a correria de encontrar presentes que agradem à todos (inclusive aos que não conhecia e não tinha idéia do gosto). Bom, essa foi a forma que eles encontraram para evitar que alguém ficasse sem presente no natal.
Na minha família a solução foi outra: fazemos um amigo oculto. Todos ganham um presente. Se ganhamos mais é de alguém especial ou que quis te fazer uma surpresa especial e não tinha o bolso furado. Hehehehehehe. Muito mais simples, menos papel de presente e o grande barato é descobrir o que o outro gostaria de ganhar sem se entregar.
Enfim, eu gosto de dar presentes quando eles significam alguma coisa ou são úteis. Posso comprar presentes pra uma mesma pessoa três vezes no ano e dar fora das datas em que eles seriam aguardados: aniversário, natal, etc. Pra mim esse é o espírito de "presente". Uma coisa que o outro não espera ou que pelo menos vem quando o outro não imagina. Quando não parece obrigação. É dessa obrigação que saem presentes como meias, cuecas, lenços de cambraia, shorts de produção em massa vendidos no camelô, etc.
Gosto de receber algo que me seja útil, que eu precise e a pessoa percebeu que eu estava precisando, ou mesmo algo que fez com que a pessoa lembrasse de mim em determinada situação. Pra mim isso significa "cuidado comigo", "interesse em mim". Não tem nada melhor do que se sentir cuidado pelo outro. Não sei "pedir" presentes. Não me é natural, não sou eu.
Em se tratando de mim, não espere que eu te dê presentes no seu aniversário ou natal, mas a qualquer momento isso pode acontecer e será sincero da minha parte.

Não gosto de ser controlada...

Não gosto de ser controlada...
não gosto que controlem meu tempo e minhas obrigações.As pessoas têm "timings" diferentes. Umas mais lentas, outras mais aceleradas, talvez mesmo dias mais lentos outros acelerados. Mas não gosto que tentem dirigir minhas horas, meus minutos, meus segundos como se eu fosse uma irresponsável e inconseqüênte. Como se eu não soubesse a que horas devo chegar ou sair. São meus compromissos, meus horários e minhas conseqüências, se houverem. Fui criada para assumir minhas responsabilidades, mesmo que às vezes elas sejam tão grandes que me cansem.Não gosto que o relógio me controle demais. Meu relógio é um ponto e eu "orbito" em torno dele, mas nunca "sobre" ele, nunca na exatidão.Tudo o que é exato é previsível, é sem graça, até broxante pra mim. Prezo pela expectativa e pela surpresa, mas não pela previsibilidade.O imprevisível é um fator importante para a exatidão. Sempre aparece quando não é convidado, pelo menos para mim. Eu tenho filas de coisas imprevisíveis a serem feitas, sempre. O que também colabora para a inexatidão, para o atraso, ou mesmo a ausência.Tudo isso desemboca na procrastinação, meu nome secreto. Deixo tudo para mais tarde, e mais tarde tudo fura a fila de espera, porque se torna mais importante.O meu (des)controle vai bem pra mim, consigo viver bem assim. Felizes são os que entendem e respeitam isso, daí eles "relaxam", me deixando livre para decidir quem entra e quem sai da fila, quando e como.Mas tá aí, quer ser meu amigo? Não me regule!

Muito barulho por nada

Tenho acompanhado o bate-boca entre a igreja e a prefeitura de Recife.
Muito barulho por nada, por parte de ambos. Há toda uma fantasia sobre o carnaval. Dizem que carnaval é símbolo de sexo desenfreado, excesso de liberdade, blá-blá-blá. Sinceramente, eu nunca vi nada disso. Claro que há aqueles que usam o carnaval como oportunidade para fazer tudo o que vem à cabeça, mas não é o caso da grande maioria. Prova disso foi o número de pílulas entregues pelos postos de saúde em Recife e Olinda: 20.
Calma! Deixa eu me posicionar: Sou contra a distribuição de pílulas, mas não por achar que são abortivas ou um pecado. Sou contra porque fazem mal à saúde da mulher em geral. Desregula o ciclo menstrual, pode causar efeitos colaterais se a mulher toma pílulas regularmente, etc. Acho que esse tipo de pílula só pode ser mesmo entregue após uma boa visita ao médico e somente em último caso. Um outro problema nessa discussão é o fato de ambas as partes terem posto a pílula e a camisinha no mesmo saco. A camisinha deve, sim, ser distribuída gratuita e massivamente nesses dias. Não que todos façam sexo com todos o tempo todo, mas é melhor previnir que remediar. A camisinha previne, especialmente, contra doenças sexualmente transmissíveis, previnir a gravidez é um bônus.
Já a pílula é para casos mais específicos. Previne só e tão somente a gravidez. Gravidez não é doença, não é crime e não é pecado! As pessoas são tão religiosas, deveriam acreditar que quando alguém "tem de engravidar, pela graça e decisão de Deus", ela vai engravidar. Quer tome pílulas regulares, do dia seguinte, use camisinha ou não.
Ideais são lindos, mas geralmente não funcionam. Não posso aceitar que todos morram porque alguns poucos são contrários a ajudar. Acho perfeita a posição da igreja mantendo seus valores, mas há que se convir que nem todos estão no mesmo barco ou partilham dos mesmos ideais. E por isso eles devem morrer?
A mensagem da prefeitura, a meus ver, foi a de que há quem se preocupe com os que estão distantes do que muitos consideram ideal ou correto. Se eles estão "perdidos", precisam de alguém para guiá-los. A igreja se propõe a guiar, mas à primeira ovelha perdida, apaga a luz e dá-lhe as costas. Não foi bem isso que Jesus fez. Atitude bela seria a de estar no meio dos "perdidos", se dispondo a ajudar. Condená-los não ajuda, só atrapalha seus próprios objetivos e razão de ser.
Ninguém pode cercear as opções do outro, nem a igreja.

Contando os dias...

Faltam 3 dias para eu voltar para a Noruega, a caminho do Brasil.
Minha última postagem no blog antigo foi em setembro, pouco depois da minha chegada à Estônia. Agora inicio este, pouco antes de partir.
Se estou triste? Nem um pouco!
Estou com saudades de me sentir confortável a maior parte do tempo...
Nesses 5 meses, moramos em alojamento estudantil com outros 4 estudantes. Foi o terror, claro! No Brasil a gente é pobre, mas é limpinho.
As crianças não queriam nada além de festa. Não limpavam a casa, lavavam a louça como a cara deles, comiam umas gororobas muito loucas e fedidas. Bom, entre mortos e feridos, salvaram-se todos.
A Estônia é um país interessante, mas só recomendo daqui uns 5 anos, se mudar. Eles estão parados no tempo, ocupadíssimos cutucando as feridas do tempo da União Soviética. Daqui a pouco um outro país inventa uma nova união e eles vão ser "vítimas" de novo, só porque não estão prestando atenção no que está acontecendo em volta deles.
Eles têm um medo doentio de perder a identidade nacional, mas em vez de criar mecanismos de diálogo para se proteger, estão se fechando numa concha de onde muitos saem, mas poucos entram. Não entenderam ainda que o risco de desaparecer é muito maior sem o diálogo. É o único lugar que conheço onde os intelectuais não se envolvem em política. Ou seja, os intelectuais pensam, mas os políticos não têm acesso à esse pensamento, logo, nada muda, nada anda, e eles continuam pensando, pensando... E odiando os russos, claro. Tudo é culpa dos russos.
A Estônia e a Rússia são "pretty much alike", isto é, muito parecidas. Claro que qualquer discurso que busque suas similaridades é tido como pecado. Mas o são. Quando saio da Noruega e volto para cá me sinto na Rússia, mas sem a febre russa, que é a mesma de qualquer grande país. A similaridade está no código social, eu acho. Faz parte deles. A Estônia tenta não se parecer em nada com a Rússia, mas tentando não se parecer só se aproxima. A Rússia se isola do mundo e vive para ela mesma, a Estônia faz o mesmo por medo de desaparecer.
Enfim, nessas idas e vindas tenho tentado descobrir o que é cultura estoniana. Tenho mais 2 anos pela frente... vamos ver.

Enfim, de volta!

Devido à misteriosos problemas no obscuro novo servidor do weblogger, não pude postar desde setembro do ano mortinho de 2007.
Trago para este blog as novas aventuras da minha vidinha sem graça, mas florida. Quanto às velhas, ainda não tenho certeza.

Bom, bem-vindo ao meu novo quintal verborrágico!

Eu e o Blog

De vez em quando venho aqui desabafar.

Falo também sobre política, problemas sociais, trivialidades e, às vezes, bestialidades.

Sou formada em Letras e sou mestre em Lingüística. Sou professora de Português e faço tradução de documentos e livros. Não entendo nada de muita coisa e detesto números! Mas entendo bem de economia quando se trata do meu dinheiro.

De certa forma, quero desmistificar as idéias sobre a Europa - e muitas vezes sobre os Estados Unidos, queridinho de muito brasileiro mal-informado.

Apesar de dar aulas de português, o uso constante de outras línguas (inglês e norueguês) tem o efeito colateral de me fazer esquecer a grafia de uma palavra ou outra. Por favor, me perdôe.

Seja bem-vindo!